domingo, 7 de janeiro de 2018

Lili

Lili...
Em início o chamado divergia do desejo
latente,no íntimo do ser .
Um corte no "Dome",te inunda de sangue
e a promessa da reza,à muito ecoando solitária.
Em um mundo idealizando pseudo utopias e com outra,te fez mais forte,uma âncora para o que se afogava em um mar repleto de intenção.
Desferindo teu sorriso mais sarcástico ao homem que fez real o pior engano realidade.
Esqueceu a troca da essência?
Absoluto "caos de bondade".
Na lapidação do teu espelho,te perdeu para outro mundo.
Em tua última morada,deixaste o que de mais fato existiu em tua vida.
Always Lili Elbe Wegener.

Luciana Hatsu

segunda-feira, 1 de janeiro de 2018

The Rose

Um Rio que vem e vai...
um mundo estranho,de contrastes que cegam a visão.
Felicidade comprada em fórmulas exatas.
Emoção manipulada.
Eternizei minha casca no pantheon.
E de lá não consegui sair.
Porque não sabia mais o caminho de volta.
Ao mesmo tempo que agradeci tua veneração
Atirei sem exitar.
Para te deixar marcado,como se queima o gado.
Para te mostrar que os elefantes voltaram.
E te dei a última nota...levaste de troféu.
A mesma que e impossível de reter em ti.
Revisita minha memória,é a única que te deixo
Como "regalo" de minha vitória.
Enquanto as rosas desvanecem,o que de meu gira dentro de ti .

Luciana Hatsu

segunda-feira, 18 de dezembro de 2017

Cyber Love

Nas memórias colocadas com todo o cuidado.
Refizeram uma nova existência que não cometia erro da outra no primórdio.
Ensinada passo a passo,brinquedo de outro tempo .
Desenvolve e se aproxima do erro,na revolta contra o próprio,resvala na falha antiga.
Dnas que se mesclam no insano ritmo frenético surreal e apocalípticamente explode...explode em carne em ferro em utopia em verdade,desfazendo e borrando o que se fazia a única certeza.
Sentimentos que são,como "lágrimas na chuva" se perdem ou se confundem,se unem e se desvanecem...um cyber love.
Cyber feelings...
Cyberhumanentemente aprisionados
Na batida  que Vangelis te leva.


Luciana Hatsu



quinta-feira, 7 de dezembro de 2017

Don't love here

Entrei por uma e por outra não te vejo mais
Sumiu,confundindo se com minha noite
Que se escurecia cada vez mais e mais.
Até não existir mais amor aqui.
Então me agarrei no vento,para que ele me levasse para longe desse vazio.
amaldiçoei esse sentimento que me repartiu ao meio.
gritei tão alto até que os ouvidos dos anjos
de nada mais pudessem contemplar.
Queimei o que havia de mais óbvio me faz sorrir.
Incendiei minhas próprias asas que em fogo desgraçado que em contraponto da outra fez a carne...viva.
Era um déjà vu.
Imagens sobrepostas a realidades de outro prisma,que de tão marcadas como tela imutável se repetiam como alguém que cai em uma estrela marrom,em sua mais linda cor e que ao mesmo tempo se corrói.
Corrói,carne,o que sente,o que pulsa o que existe da forma mais carnal.


Luciana Hatsu

quinta-feira, 23 de novembro de 2017

Sombras

A sombra que não larga.
A sombra que nunca deixa.
A sombra que não e vã porque ela não muda de cor.
Ela que suporta tudo.
Ela que não se desfaz.
A sombra e negra porque ela e nefasta?
Dentro da obscuridade do ser que caminha grudada,quase siamesa,
A sombra que não rouba o brilho,ela só existe na existência das cores mas,ela e sempre negra.
Esdrúxulas versões de todas as cores.
Reflexo de todos os humores.
Mas...ela é sempre negra.




Luciana Hatsu



terça-feira, 21 de novembro de 2017

Entre papoulas

Caminhando em campo de flores que te mostram outro lado.
Revi e passei em rolo toda a vida pregressa.
Em flashes se chocando com realidades criadas sobrepostas.
Vi a plenitude do ser emaranhada de psicodelia.
Já fugia ao físico o que gritava no etéreo.
Ao longe,longe,longe.
O corpo se dissolve só resta a essência.
Te guarda em absoluto.
In outside,revi caminhando...
Entre as flores,o colorido físico que mistura e se agrega a alma.
Voltando vagarosamente,em contraponto à distorção,a apresentação pouco se fazia entusiasmada.
Era o fim do "walking in the street on the outside".



Luciana Hatsu

domingo, 19 de novembro de 2017

A rua da depravação

Na última parada,a estação?Depravação!
A última entrada no mundo,adverso,obscenidades escancaradas,quase inacreditáveis a vã retina.
O gozo agrupado,analisado,desejado,na rua da
depravação.
Gentilmente sentada,quase em requinte vitoriano,observando timidamente o teu êxtase mais afrontoso.
No meio dessa rua passa um rio que deságua
na suposta redenção.
O gozo abençoado,permitido e comemorado
"Bala,bala,si.."
Is true?
Ajoelha te,bebe a porra sagrada,tudo está perdoado.
Não volte para a rua da depravação,ao menos que você esteja envolto em pseudo gala,a mesma que esconde teu escudo,e te deixa devorarte em teu próprio desejo,após te chicoteia em flagelo,lê uma passagem do livro da redenção,tudo está perdoado agora.




Luciana Hatsu