domingo, 19 de novembro de 2017

A rua da depravação

Na última parada,a estação?Depravação!
A última entrada no mundo,adverso,obscenidades escancaradas,quase inacreditáveis a vã retina.
O gozo agrupado,analisado,desejado,na rua da
depravação.
Gentilmente sentada,quase em requinte vitoriano,observando timidamente o teu êxtase mais afrontoso.
No meio dessa rua passa um rio que deságua
na suposta redenção.
O gozo abençoado,permitido e comemorado
"Bala,bala,si.."
Is true?
Ajoelha te,bebe a porra sagrada,tudo está perdoado.
Não volte para a rua da depravação,ao menos que você esteja envolto em pseudo gala,a mesma que esconde teu escudo,e te deixa devorarte em teu próprio desejo,após te chicoteia em flagelo,lê uma passagem do livro da redenção,tudo está perdoado agora.




Luciana Hatsu

domingo, 12 de novembro de 2017

A balada da solidão

As portas se abrem.
O espeáculo burlesco,começa,rostos estranhos outros de longe familiares outros apenas um resquício do que um dia reluziu.
Andando entre os mais diversos sentimentos de procura por algo,o inverso era a única verdade exposta estampada nas mais diversas cores,sabores,experiências,corpos que imploram outros,na tentativa da busca da satisfação transecedental infindável,elefantes cor de rosa,pareciam reais,era a balada da solidão,totalmente mascarada das mais divergentes tentativas.
Procurando por unicórnios na selva de pedra.
Não existe nada ali.



Luciana Hatsu

sábado, 11 de novembro de 2017

Mercedes de L.A

Com calças "bling blong" chego a um lugar
Tomado de arco íris,e com flores nos olhos,nos cabelos,por todos os meus orifícios,aliviando o contra ponto da outra face.
E lá dançamos o mais rebelde em sua essência.
Em Mercedes de L.A ,meus cabelos faziam desenhos circulares que emolduravam minha face cheia imagens em códigos indígenas,e de significado tribal,filtrei os sonhos e aqueles em que o corpo padecia de acalanto,e de sossego,ficaram lá ...presos,e continuamos dançando ao melhor estilo do pensador alemão.
Porque os normais não podiam ouvir nossa música.
   

Luciana Hatsu


sexta-feira, 3 de novembro de 2017

Pax

Um mundo paralelo.
Pintado de cinza.
Sem nenhuma animação.
Ela caminhava entre moribundos,iluminados e os que não de bom grado,lhes era estranho lhes estava a inércia.
Santa sem sacrifício,rainha da tua própria dor.
Um cumprimento estranho,avesso,inverso,sem nexo.
Trepando em uma cama vermelha,coberta de sangue de ofertas desgraçadas.
Prostituta de várias idéias,entre tantos absurdos,uma água cristalina era de "vero"
Era o hospício infernal .
A terapia mais eficiente era eletrochoque da alma.
A passagem se fecha,ela segue inerte,paz ao contrário.
E a terapia mais quente .

quinta-feira, 19 de outubro de 2017

A nova santidade

A segunda essência.
Uma porta fechada,nem que em tua mais secreta reserva havia referência.
Na masmorra do tempo,existia algo perdido.
Longe da camarinha,existe uma dança diferente.
Um maxixe de dois em um.
Amparo que vem da mão que te afaga.
Não existe receio.
Entre tecidos o azul e o branco te fazem sagrada.
A face que se rebela,um torpor quase em êxtase.
Onvredtie a ordem,de longa data.
Brilhos,códigos,tecidos,reverências,ofertas...
Condutas.
E de outra que puxa outra e que resgata outros
são os deuses da terra.
A nova ordem,um chamado.
Burn baby burn ...



Luciana Hatsu


sábado, 14 de outubro de 2017

As horas

Senta,levanta,sobe,desce...
a vida se repete,nem sempre.
sempre se repetindo.
rebobina,volta,começa,toca...
a mente que absorve o ósseo sem variação.
aguardando a boa nova.
o novo que vem pintado,patinado em outra cor em "laka brilhante".
Senta,levanta,sobe,desce.
Labirinto de lazer.
Lazer cercado.
Tempo modificado.
Sobe,desce,tic,tac da mesma repetição.
Sobe...desce...sobe...desce...sobe...desce...sobe..
desce...sobe...desce...



Luciana Hatsu.

domingo, 8 de outubro de 2017

Longe da Camarinha

Os Deuses que não se mencionam na camarinha,todos juntos em uma ciranda proibida.
Nomes,reverências,que fogem a compreensão
da que veio de longe.
Cerra os olhos,transportasse para outra,que daquela era,mas ao mesmo tempo invertia a sensação...
Reza secreta,o alimento que em outro era de outra intenção,hoje é "très jolie".
O brilho,o grito,a saia gira...farfalha.
Não se revela tua outra.
"Blindness"...apaga o que era a consciência.
Estranha emoção em dourado.
Te banho com a essência mais adorada.
A despedida é vagarosa.
O homem da cantiga anuncia.
Edon ouset?.
Amparo reconhecido.
Segredos que não se falam na camarinha.



Luciana Hatsu.