segunda-feira, 17 de julho de 2017

The Body

Corpo que desvia o olhar
corpo que deixa vazar a volúpia
de tua lascívia.
Corpo que em confusa sorte escalda o telhado.
em desespero do pensamento curioso
Invasivo.
Atordoa a mente,estranha interrogação.
Corpo que de santo tem  a tua primeira
em código profano.
Crachá indecente.
Corpo incandescente.
Ela tem o Diabo na carne.


Luciana Hatsu



sábado, 15 de julho de 2017

Virtual Exposed

Todas suas tristezas assistidas
jogadas em beats and bytes.
sentimentos compartilhados por um abraço
desenhado.
um refúgio pixelado.
meio introvertido,as vezes permitido outrora invadido.
a busca da aprovação em tese,presente.
tempo moderno.
amores,sabores,texturas,a alma virada do avesso atrás do monitor.
sentimentos curtidos,nunca tocados.
esse é o diva moderno.
o sistema que de vez foi acariciado.
agora se estende pela fibra que chega de um modo diferente,esses dados cheios de segredos.
esse é o diva moderno.



Luciana Hatsu.

quarta-feira, 5 de julho de 2017

Trio de dois

E se meu corpo falasse sem censura
e se apenas não existisse o laço que e fato
sem enlaçe,talvez êxtase vil .
teus olhos,que percorre a cena que se desfaz
na penumbra do insano,absurdo ...
incorreto?
talvez exista desejo que não sobe,não absorve
se dissolve...
espia,marca,risadas que são de outro que comunga do mesmo caramelo bombom e chocolate,ao som de beats perdidos em sonhos secretos de três que não coincide com a soma correta.
Ela não existe,brinquedo voluptuoso,não se cria em sentimentos de onde essa luz ofusca
não existe culpa,não existe um outro crepúsculo,ela se debate em contradição.
Love don't live here anymore.



Luciana Hatsu.

segunda-feira, 12 de junho de 2017

Ciranda negra

Entre o que de falsa palavra me inebria,de fato
é a inversão é da lei.
de encontro a tua convicção,equívoco paralelo.
Aqui não existe a brecha,tudo é permitido até o que não sabes.
E de palavras errôneas não existe o passe.
ela sabe onde anda.
ela vê o que ninguém vê.
Em um tempo que não se encontra,faz girar em tom de "peek a boo"
Nessa ciranda de luz negra.
Ela e o maestro.


Luciana Hatsu

quarta-feira, 31 de maio de 2017

Blackout

Tempo de sombras.
escuridão que surpreende.
atraí,afasta,puxa,assusta...
mostrando todas as tuas incertezas.
absurdamente brilhando teus sentidos.
te faz outra e de outra te esconde em outra.
e todas são de uma,enquanto escorre,escapa,
pela fenda da falta de opção do pensar.
caçando a direção,guiada pelo insano.
que desorientado não te fez,revelando a trilha.
de tantas mil rachaduras em que em ti habita.
não existe a falta,porque de outra em outra se apodera da situação,presente de longe.
nessa escuridão que te engole.


Luciana Hatsu

sexta-feira, 12 de maio de 2017

Arco íris de sombras

Teu olhar perdido,sem a mínima suposta orientação.
ao longe,parecia buscar um alento...
Uma ajuda de outro que se julga um passo
a tua frente.
Que de tua distância não reconhece todo esse
fardo que te fez outra,não pequena mas,maior do que aquele que te vislumbra com estranheza.
Te oferece um pedaço de carne como direção.
o que te oferta,é o que precisa?
onde fica a tua escola?
mostre o teu mais secreto truque,para que contigo de igual em tua música escura,trevosa
possa comungar de tua absurda habilidade.
Não existe insanidade nesse lado,é fato como lidas com essa desgraçada sina.
Mas,realmente o arco íris se faz primordial no sorriso de quem o vê?
Pega em meu braço e me conduz pela tua treva me abre as tuas portas,venda me com tua sabedoria em troca de dou uma palavra,uma revelação de outro prisma,que de toda a ignorância tenta te explicar o pelo que lembra o ouro e a delicadeza de tua face.
E essa é a única barganha pobre que tenho a te oferecer,em troca de um pouco dessa magia.
Nesse Trevoso mundo,que transita e se choca com esse arco íris.



Luciana Hatsu

terça-feira, 25 de abril de 2017

Abismo

De tanto que foste dado,perdido em teu afago
Houve a perda.
De tantas maneiras de demonstrar a irreal consequência do ato de estar em lado a tua.
Entrou em desalinho...
Conflitando com tua ambição que dela não havia a vontade da resistência de outra moradia.
E de retalhos entre desejos e vontades e moradas que de dela não eram,apenas habitavam corredores de outrora.
E nessa morte lenta rasgando a carne e sangue que legitimava a tua distância,em teu abismo ela se atirou,e de lá ela fugiu e sem exitar,invadiu a veste de outra e assim sem intervalos ela sucumbe ao tempo e de outra em outra deixa um pouco de sua que já não é mais ...
Dentre tantas ela e muitas e de muitas se fez uma e de uma em uma...congela tua existência.


Luciana Hatsu.